quarta-feira, 16 de maio de 2012
Dicionários e cores
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Fazendo arte...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
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quinta-feira, 29 de março de 2012
ESCREVER
Representar graficamente por meio de letras (as palavras);
passar a letra manuscrita (um discurso que a própria pessoa
compõe ou ditado por outrem); copiar (o que está escrito)//
Compor (uma obra literária), escrevendo-a pela própria mão,
ou ditando-a a escrevente.// Representar por sinais ou por
outro modo; estampar; marcar.// Fixar, gravar.¹ Não é a
explosão, mas sim a sexagésima parte do minuto que a antecede;
o vértice; os tons mais absurdos do rosa e malva, matizes do
violeta e do azul, é uma grande malucância... (Precisa sair! Precisa sair!)
É ver, é foto-GRAFAR, relembrar...reviver...Avulta na
mente fantasias em grande relevo e cores de um crepúsculo onde
incidem reverberações de luzes do sol que se põe para dormir
e de estrelas que pingam brilhantes de uma tempestuosa rotatória
da Terra. A narrativa está nos acontecimentos ao redor, tudo está
sendo narrado a cada noção de segundo (como se diz o que é menor
que um segundo mesmo? ...) pelo segundo seguinte, contador de
histórias improvisadas; entornar a imaginação (área espaçosa,
arejada, acima das nuvens) para o papel, derramando cores,
impregnando cheiros e depois talhados em símbolos de grafia
na madeira que virou papel; no olhar que se perpetuou em imagem;
foto; fato; tudo o que sobra em um bloco de pedra ou argila, depois
de se lhe tirar o grosseiro, o que não serve, "EScultura". É o momento
que antecede o espirro, o gesto, a troca de um pensamento por
outro, a intenção de uma faísca, é o grito espontâneo da dor, do susto e
do desespero, é a CONSEQUÊNCIA, instinto do animal escritor,
papívoro, é a respiração que escapa delituosa, que entrevê o
antigo, o novo, a vontade, o tato, a lembrança, tudo o que dormita
no sono oceânico de uma mente e de suas lembranças no estado
de passado. É o aviso do sistema límbico para que se
produzam lágrimas...
Escrever.
Lygia Canelas
¹ Explicação pelo Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete (1958).
terça-feira, 27 de março de 2012
Computação em nuvem
TRÊS E QUINZE DA MADRUGADA
16h 16h01 16h02 16h03 16h04 16h05 16h06 16h07 16h08 16h09 16h10 16h11
Ninguém viu a menina chorar novamente, tinha os olhos esbranquiçados e vazios. Nenhum parente de sua família esteve presente. Estiveram lá os pais de Dora e seus tios e primos que vieram do sítio vizinho, o médico doutor Amaro, amigo do senhor. Tarso, o caseiro, a sua esposa, dois moleques de 6 e 7, e por fim estava Dora sempre ao lado da amiga, de braços dados, com os olhos cheios de lágrimas. Maria Luíza não conseguia chorar no meio de tantos estranhos.
Vai demorar até esquentar. Reparou que estava olhando agora fixamente para o teto de cal branco. Sentia-se tão branca, tão fria, impermeável e inamovível quanto aquela parede paralela ao chão. Pensou, de repente, que talvez ela também pudesse parar de respirar enquanto estivesse dormindo... “infarto”... Como deve ser parar de respirar enquanto se está dormindo, será que se percebe?
Imaginou o desespero da mãe sufocando, sem forças para gritar, tentando entender por que não conseguia respirar, e a dor aguda no peito anunciando a parada cardíaca. Os olhos encheram-se molhados, mas não derramaram nenhuma lágrima. Ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo.
Sentiu-se desfalecer mornamente, afundando lentamente no colchão e no travesseiro, que como areia movediça recebia um corpo tranquilo e conformado com sua sorte, transpassava calmamente do estado vivo para a o estado emancipado dos sonhos.
sábado, 24 de março de 2012
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Livro Vestígios: contos e poesias
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"Ler VESTÍGIOS é resgatar o sentido etimológico desta palavra, que vem do latim vestigium, propriamente, a sola do pé. Percorremos (sentindo) as trilhas que levam e elevam a menina à mulher, as dúvidas cotidianas às indagações sobre Deus, a vida e a morte. Mas também há os caminhos descendentes, que transcendem dos insistentes caminhos transitórios, ás vezes quase permanentes. Nesse livro trilharemos os caminhos da alma criadora feminina, com suas eternas peculiaridades: a efemeridade, a vaidade, a complexidade e – acima de tudo – a sentida, vivida e intensa originalidade." (Hélcio Lopes)
Acredito que a mesma intuição que Clarice Lispector teve em “A paixão segundo G.H.”, a autora teve em “Reflexos”, e não erro em dizer que com a mesma maestria de Clarice, a autora de Reflexos nos mostra uma mulher que em condições normais, se nada de mesma, e, aí sim, ACEITA quem é a sua condição humana, animal, racional, demente, ordenada, sem bela e nem feia, nem santa e nem demônio, ela apenas, sem nenhuma convenção social, ela nua..., ela feliz. (Marco Aurélio P. Maida)











