quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dicionários e cores




"Não tenha medo dos dicionários, eles só estão lá quietinhos guardando todos os matizes das palavras, esperando que você os descubra".

Lygia Canelas

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fazendo arte...

Algumas artes que andei fazendo...

Banner para a Associação Cultural Rastilho. (2 metros por 60cm)


Marca-páginas:








Vetorização de Amy Winehouse:




quarta-feira, 11 de abril de 2012

 

 
Amigos, estarei presente no 1º Salão nternacional do Livro em Suzano, juntamente com meus amigos (Cláudio Domingos Fernandes, Marco Aurélio P. Maida, Hélcio Lopes, Cícero Tavares e Renata Pinheiro) nos dias 15 e 18/04!

Desconto para estudantes e professores, aproveitem nossos preços promocionais e ganhem um lindo marca-página! :) 

domingo, 1 de abril de 2012

Ganhe um marca-página exclusivo! =)



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P.S.: eu que fiz ; ) É claro que o desenho da menina é da @NatalyMunhoz, igual à capa do livro! :)



quinta-feira, 29 de março de 2012

ESCREVER

 

 

Representar graficamente por meio de letras (as palavras);

passar a letra manuscrita (um discurso que a própria pessoa

compõe ou ditado por outrem); copiar (o que está escrito)//

Compor (uma obra literária), escrevendo-a pela própria mão,

ou ditando-a a escrevente.// Representar por sinais ou por

outro modo; estampar; marcar.// Fixar, gravar.¹ Não é a

explosão, mas sim a sexagésima parte do minuto que a antecede;

o vértice; os tons mais absurdos do rosa e malva, matizes do

violeta e do azul, é uma grande malucância... (Precisa sair! Precisa sair!)

É ver, é foto-GRAFAR, relembrar...reviver...Avulta na

mente fantasias em grande relevo e cores de um crepúsculo onde

incidem reverberações de luzes do sol que se põe para dormir

e de estrelas que pingam brilhantes de uma tempestuosa rotatória

da Terra. A narrativa está nos acontecimentos ao redor, tudo está

sendo narrado a cada noção de segundo (como se diz o que é menor

que um segundo mesmo? ...) pelo segundo seguinte, contador de

histórias improvisadas; entornar a imaginação (área espaçosa,

arejada, acima das nuvens) para o papel, derramando cores,

impregnando cheiros e depois talhados em símbolos de grafia

na madeira que virou papel; no olhar que se perpetuou em imagem;

foto; fato; tudo o que sobra em um bloco de pedra ou argila, depois

de se lhe tirar o grosseiro, o que não serve, "EScultura". É o momento

que antecede o espirro, o gesto, a troca de um pensamento por

outro, a intenção de uma faísca, é o grito espontâneo da dor, do susto e

do desespero, é a CONSEQUÊNCIA, instinto do animal escritor,

papívoro, é a respiração que escapa delituosa, que entrevê o

antigo, o novo, a vontade, o tato, a lembrança, tudo o que dormita

no sono oceânico de uma mente e de suas lembranças no estado

de passado. É o aviso do sistema límbico para que se

produzam lágrimas...

Escrever.

 

Lygia Canelas

 

¹ Explicação pelo Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete (1958).

terça-feira, 27 de março de 2012

Computação em nuvem

 

Tecnologia em nuvem

TRÊS E QUINZE DA MADRUGADA

 
16h 16h01 16h02 16h03 16h04 16h05 16h06 16h07 16h08 16h09 16h10 16h11

– Ah, menina! Tem certeza que você não vai?
– Eu vou depois. Sozinha. A Dora vai comigo... – apertou a mão da amiga
– Mas isso não tem cabimento, é sua mãe... Você é a única parente dela entre a gente. A sua tia Veridiana não pôde vir, você, pelo menos, tem que ir...
– Deixa ela, mãe! – disse Dora irritada
– Dona Elenice fez cara de ofendida, mas forçou uma voz em tom compreensivo e disse, saindo com pressa:
– Eu sei que você está triste, Maria... mas isso não se faz...
Não posso fazer isso...
– Eu estou sendo egoísta, Dora?
– Claro que não...

16h22 16h23 16h25 16h30 ( ... )

Conversavam sentadas, uma ao lado da outra na beirada do sofá da sala esverdeada. Estavam ainda no sítio do senhor Tarso e de dona Elenice. O velório havia sido ali mesmo, apenas algumas poucas pessoas, todas de preto, caladas, travadas num silêncio insuportável. Maria Luíza quase não se aproximara do caixão onde dormia a mãe.

Ninguém viu a menina chorar novamente, tinha os olhos esbranquiçados e vazios. Nenhum parente de sua família esteve presente. Estiveram lá os pais de Dora e seus tios e primos que vieram do sítio vizinho, o médico doutor Amaro, amigo do senhor. Tarso, o caseiro, a sua esposa, dois moleques de 6 e 7, e por fim estava Dora sempre ao lado da amiga, de braços dados, com os olhos cheios de lágrimas. Maria Luíza não conseguia chorar no meio de tantos estranhos.
– Eu não quero ver a minha mãe sendo enterrada... Você vai lá comigo depois, Dora?
– Lógico que vou, eu não vou te deixar sozinha... Não se preocupe que eu vou ficar do seu lado o tempo todo.
– Obrigada, viu, Dora? Obrigada por seus pais terem cedido a casa e pago tudo... Depois a minha tia manda o dinheiro pra vocês, tá?
– Não, o que é isso... Esquece essas coisas... Maria, você tá com uma cara... Não quer comer? Quer alguma coisa? Não precisa ficar com vergonha de pedir...
– Eu não quero nada não, Dora. Obrigada.
Acomodaram-se em um estranho silêncio que por ali se diluiu. Um silêncio imóvel que havia embebido a casa e a tarde cinzenta. Maria confortou-se em si mesma, sentiu-se encaixar nos braços de alguém, fechou os olhos e deixou a mente mergulhar mornamente em seu mais profundo inconsciente.
– Acho que vou enlouquecer, Dora! Eu não me sinto bem... eu não sei explicar... tem alguma coisa estranha acontecendo comigo... estou sem noção de nada... queria chorar...
– Chora, Maria!
– Não consigo.
 
 
17h01 17h02 17h03 17h04 17h05 17h06 17h07 17h08 17h09 17h10 17h11 18h30 18h32 18h34 18h35 18h36 19h20 20h55 21h15 22h03 24h00
 
 
– Estou com sono – disse Maria Luíza.
– Vamos dormir, então! Amanhã a gente continua a conversa...
– Tá... Boa noite. Até amanhã.
– ...

Ouviu Dora bocejar e remexer-se na cama até virar para o outro lado. Silêncio. Deitou-se e sentiu repuxar a coluna, doía-lhe como uma cólica entre as vértebras. Ao encaixar-se naquele aroma de lençóis limpos e brancos, guardados há muito tempo e enfim recém-tirados de alguma cômoda de um quarto de casal, puxou sobre si a colcha branca que possuía um mosaico em relevo rosa, desenhos de outras épocas, de outras pessoas.

Vai demorar até esquentar. Reparou que estava olhando agora fixamente para o teto de cal branco. Sentia-se tão branca, tão fria, impermeável e inamovível quanto aquela parede paralela ao chão. Pensou, de repente, que talvez ela também pudesse parar de respirar enquanto estivesse dormindo... “infarto”... Como deve ser parar de respirar enquanto se está dormindo, será que se percebe?

Imaginou o desespero da mãe sufocando, sem forças para gritar, tentando entender por que não conseguia respirar, e a dor aguda no peito anunciando a parada cardíaca. Os olhos encheram-se molhados, mas não derramaram nenhuma lágrima. Ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo.

 Sentiu-se desfalecer mornamente, afundando lentamente no colchão e no travesseiro, que como areia movediça recebia um corpo tranquilo e conformado com sua sorte, transpassava calmamente do estado vivo para a o estado emancipado dos sonhos.
Entregava-se, enfim, completamente aos espasmos e volteios do estado inconsciente.
 
 
Parou de respirar às 3h15 da madrugada...
Parou de respirar às 3h15 da madrugada...
Parou de respirar...
... 3h15 da madrugada...
 
O relógio marcou 3h00.
 
... 3h15 da madrugada...
 
Parou de respirar às 3h15 da madrugada...
 
– MANHÊEEEE!!!...
– ...O que foi?!
– Nada... Eu tive um pesadelo!
– Está tudo bem?
– Tá... Boa noite. Até amanhã.
– Até amanhã.
 
É noite. A noite de uma criança que se prepara para dormir.
– Mãe?
– Fala, filha.
– ...Posso te falar uma coisa?
– Vai me pedir alguma coisa?
– Não, não... eu...
– Fala, filha, o que foi? Mamãe está brincando, pode pedir...
– Mãe, presta atenção!
– Peraí, filha, eu preciso arrumar o seu cobertor, senão à noite você joga tudo no chão... pronto, fala!
– Eu... às vezes... Mãe, você não vai morrer logo, né?
– Claro que não, filha! Hiii... isso vai demorar um TEMPÃO... não fica preocupada com isso...
– Eu tenho tanto medo, mãe!
– Shuuuu... não pensa nessas coisas... ó, a vovó não tá viva? Não tá boa? E eu também!... Você ainda vai ficar comigo até eu ficar velhinha! A sua filha vai crescer igual a você, você vai estar quarentona igual a mim e eu vou ter uns setenta...
– E a vovó com certeza já vai ter morrido...
– Não pensa nisso... pensa só em coisa alegre... À noite, antes de dormir, tudo parece mais difícil, tudo fica ruim, é normal... dorme que passa... e não fica pensando em coisa negativa. Mamãe tá aqui! Dorme filha, dorme...
 
 
 
– Dora?
– ...Oi...
– ...Não, nada... desculpa... não é nada não. Boa noite.
– ...Boa noite...

 
Lygia Canelas

sábado, 24 de março de 2012

Ganhe desconto na compra de Vestígios!

Promoção Vestígios 10 reais


Ganhe um deconto de 5 reais na compra de Vestígios, e leve a obra por apenas 10 reais.

Para participar copie a mensagem abaixo, que está em laranja, e divulgue no Twitter 


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Mas lembre-se de “copiar e colar” a mensagem exatamente como está escrito, ok?

Irei entrar em contato com todos que participarem, então fiquem de olho.

ESSA PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO!

Quer saber sobre o livro, clique aqui!


Livro Vestígios: contos e poesias

Conheça um pouco sobre o primeiro livro da escritora Lygia Canelas!





Nataly Munhoz (ilustradora da capa) e eu, Lygia Canelas, no dia do lançamento!


Em 2011 publiquei meu primeiro livro de contos e poesias: "Vestígios", com o apoio da Associação Literatura no Brasil e da Secretaria Municipal de Cultura de Suzano.


"Ler VESTÍGIOS é resgatar o sentido etimológico desta palavra, que vem do latim vestigium, propriamente, a sola do pé. Percorremos (sentindo) as trilhas que levam e elevam a menina à mulher, as dúvidas cotidianas às indagações sobre Deus, a vida e a morte. Mas também há os caminhos descendentes, que transcendem dos insistentes caminhos transitórios, ás vezes quase permanentes. Nesse livro trilharemos os caminhos da alma criadora feminina, com suas eternas peculiaridades: a efemeridade, a vaidade, a complexidade e – acima de tudo – a sentida, vivida e intensa originalidade." (Hélcio Lopes)

Acredito que a mesma intuição que Clarice Lispector teve em “A paixão segundo G.H.”, a autora teve em “Reflexos”, e não erro em dizer que com a mesma maestria de Clarice, a autora de Reflexos nos mostra uma mulher que em condições normais, se nada de mesma, e, aí sim, ACEITA quem é a sua condição humana, animal, racional, demente, ordenada, sem bela e nem feia, nem santa e nem demônio, ela apenas, sem nenhuma convenção social, ela nua..., ela feliz. (Marco Aurélio P. Maida)


Quer adquirir seu exemplar? 

Escreva para lycanelas@gmail.com, informe seu endereço com CEP, telefone e nome completo. 

Cada exemplar custa R$ 15,00 e o dinheiro da venda é revertido para a Associação Cultural Rastilho (A.CURA) .

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